No dia 29 de julho de 2017, na cidade de Santos, as promotoras legais populares Eugênia Lisboa (Santos) e Magali Mendes (Praia Grande) e as parceiras Amanda Mesquita (Praia Grande) e Hélida Duarte (São Vicente) reuniram-se para dar os primeiros passos rumo à expansão do projeto Promotoras Legais Populares em suas cidades e também em Cubatão, Santos e Bertioga, além da continuidade no Guarujá.

Eugênia Lisboa, que coordenou o projeto Promotoras Legais Populares no Guarujá, enquanto esteve à frente da Assessoria de Políticas Públicas para Mulheres da cidade por seis anos, expôs a necessidade de dar continuidade ao projeto, mesmo que sem o apoio da administração municipal. “O curso não foi desmontado com a mudança de governo, mas a coordenação não está sob responsabilidade de pessoas que têm demonstrado comprometimento com os princípios do curso de educação popular feminista em direitos”, avalia Eugênia. A proposta de continuidade independente do curso, fiel a seus princípios, seria levada adiante por Eugênia e outras PLPs formadas até o momento.

Magali Mendes, atualmente morando na Praia Grande, faz parte da Associação de Promotoras Legais Populares Cida da Terra de Campinas e Região – organização integrante da coordenação estadual das PLPs – e traz consigo a experiência de vinte anos de execução do projeto no interior do estado. “Essa é uma iniciativa muito importante, porque é uma experiência que poderá deixar as cidades menos isoladas com a possibilidade de um crescimento conjunto”, acredita Magali, que também compartilhou com as participantes as histórias de cidades que estão se organizando, como Araraquara – criando um fórum de mulheres interessadas em construir o projeto -, e que já implantaram o projeto, como Curitiba – em que ele nasceu em parceria com a universidade.

Amanda Mesquita é uma advogada feminista, coordenadora de gênero e LGBT da OAB da Praia Grande e está pleiteando a Procuradoria da Mulher na Câmara Municipal da cidade, uma posição que considera possibilitaria trabalhar mais próxima da demanda das mulheres. Ciente das diferentes realidades da Baixada Santista com relação às políticas para as mulheres, ela também considera que a expansão do projeto PLPs na região fortaleceria o movimento. Hélida Duarte também considera que o projeto PLPs pode ser uma resposta às dificuldades enfrentadas pelas mulheres em São Vicente.

Nesse encontro já foram definidos alguns passos para tornar cada vez mais a expansão das plps na Baixada Santista realidade, como a organização de um Fórum de Ampliação das PLPs na Baixada Santista, previsto para os dias 21 e 22 de outubro em que se reunirão cerca de 40 plps e parceiras para trocarem experiências e conhecimento em discussões específicas como juventude, mulheres negras, mulheres trabalhadoras, e questões lbts como transfobia, lesbianismo e bissexualismo, para aprimorar e aprofundar a abordagem desses temas nos projetos plps.

Imagem enviada por Eugênia Lisboa

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