Ato em homenagem a Cesar Teles,  falecido em 28 de dezembro de 2015. Militante histórico, foi perseguido, preso e torturado durante a ditadura militar (1964 – 1985). Nosso grande companheiro constitui exemplo de coerência e combatividade na luta por memória, verdade e justiça. A homenagem, realizada na Câmara Municipal de São Paulo, em 26/02, foi convocada por familiares, amigas e amigos.

26_02_2016 Homenagem a Cesar Teles

 

Sobre César Teles (1944 – 2015):

 

César Augusto Teles nasceu em 7 de julho de 1944, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Filho de Eustásio Telles e Geni Moreira Telles. Era ferroviário quando ingressou no Partido Comunista em 1962.

César e sua esposa Amelinha eram responsáveis pela imprensa clandestina do PCdoB quando foram presos em São Paulo juntos dos dirigentes Carlos Nicolau Danielli, no dia 28 de dezembro de 1972. Levados para a OBAN, César, que já era diabético e tuberculoso, devido às bárbaras torturas que sofreu durante dias, entrou em estado de coma e levou muitos dias para se recuperar o que, apesar de seu peculiar bom humor, lhe deixou sequelas que carrega até os dias de hoje.

Seus filhos Janaína e Edson e sua cunhada Crimeia, grávida de 8 meses, foram presos em seguida.

Foram torturados e presenciaram o assassinato de Danielli pela equipe do então major Carlos Alberto Brilhante Ustra.

No ano de 1975, César, já transferido para o Presídio do Barro Branco (SP), junto com outros 34 presos políticos escreveu o “Bagulhão”, uma carta de denúncia das torturas sofridas pelos militantes. Além da importante riqueza de detalhes das mazelas sofridas, a carta traz uma lista de 233 torturadores, o que foi uma grande contribuição para a luta pelo fim da ditadura. Ficou preso até 1977.

FONTE: Infância Roubada – Crianças atingidas pela ditadura militar no Brasil, 2014.

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