Quando gerada e crescida

Desde sempre calada

Para no futuro estar estudada,

Mas não empregada, casada, algemada, escravizada.

 

Sou separada como objeto inútil feita para ser julgada!

Sou para brincar ou casar?

 

Mas independente da minha utilidade, sou cantada.

De um jeito, ou de outro, estuprada…,

Sempre A CULPADA!

 

Ensinada a sair no tapa com outras

Pra ter a honra de ter conquistado um babaca!

E ainda me dizem que isso é um bom jeito de ser amada…

 

Sem esquecer, é claro, de estar sempre no salto

Que só não é mais alto do que o patriarcado

E o machismo encubado na sociedade

Mas isso ninguém diz ser errado.

 

Mas ainda bem que escolhi um outro lado

Que não é seu oposto.

E acho que por isso te deixa tão revoltado.

 

Quero muitas coisas,

Mas definitivamente não inferioridade

Nem superioridade

O que quero (e queremos!) mesmo é igualdade!

 

Até porque, não tive culpa

Nasci assim.

Agora a luta, essa sim escolhi!

 

Luto para que parem de nos ver assim.

 

Posso ser chamada de vadia,

Mal amada e revoltada,

Mas o que depender de mim:

Mulher vai escolher o que quer sim!

 

Em minha alma ecoa um grito

Que diz chega de violência e desigualdade,

Sociedade machista… Tire suas mãos de mim!

 

Para nós chega!

Agora vamos mostrar que temos voz para fazer isso ter um fim!

Este poema é a voz de todas as feministas

E para ser chamada assim

Não precisa de um manual

Só precisa estar cansada de ser tratada assim.

 

Queremos igualdade de verdade e não migalhas Sem fim.

 

Sobre a autora:

Tatiana Pantaleão tem 14 anos e é estudante. Seu poema foi enviado pela querida Thaís Chassot, Promotora Legal Popular em formação pela 22ª turma.

Tatiana Pantaleão  tem 14 anos e é estudante. Seu poema foi enviado pela querida Thaís Chassot, Promotora Legal Popular em formação pela 22ª turma da União de Mulheres de São Paulo.

anexos
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