Sobre a Campanha:

30 dias por Rafael Braga é uma campanha criada coletivamente por pessoas atuantes em diversas áreas profissionais e organizações, com o objetivo de fomentar, ao longo do mês de junho, debates e reflexões sobre as atuais políticas de drogas no Brasil, racismo e segurança pública, tendo o Caso Rafael Braga como emblema. Propomos que esse não seja mais um caso esquecido, tendo um um jovem negro encarcerado sem que haja a análise das questões socioeconômicas envolvidas e as consequências sociais, psicológicas e econômicas para a sociedade.
Convidamos toda a população a refletir sobre o caso Rafael Braga e perceber que o assunto diz respeito a todos nós.

Buscamos um avanço e uma formação mais elaborada sobre as questões que envolvem o caso e, principalmente, a liberdade para Rafael Braga.”

Entenda o caso:

Rafael Braga Vieira é um jovem negro e periférico e foi preso nas manifestações de 2013. Nessas manifestações ocorreram muitas prisões arbitrárias, mas Rafael Braga Vieira foi o único que foi julgado e condenado. Sendo que a maioria das pessoas foram liberadas no mesmo dia.

Cabe ressaltar ainda que Rafael Braga Vieira não participava das manifestações, ele estava apenas andando no mesmo local que ocorriam as manifestações com uma garrafa de desinfetante da marca Pinho Sol e uma garrafa de água sanitária.

Rafael Braga foi preso nesse contexto com a desculpa que portava material com potencial explosivo e, mesmo a perícia provando que o material não teria potencial explosivo, o juiz o condenou à prisão sob a justificativa de que a intenção do mesmo, que era “de explodir”, comprovava o ilícito.

Em Dezembro de 2015, Rafael Braga consegue o direito a prisão domiciliar . No entanto, em Janeiro de 2016 ele é abordado por 4 policias e é preso sob a alegação de tráfico de drogas, pois foi encontrada perto dele uma sacola com um rojão, 0,6g de maconha e 9,3g de cocaína. Em sua defesa, Rafael alegou que a sacola e seu conteúdo não são seus e que o mesmo estava indo ao mercado a pedido da sua mãe. Além disso, a única testemunha presente não foi ouvida pelo júri, sendo que foi considerado pelo juiz apenas a versão dos policiais mesmo cada um tendo uma versão diferente. (saiba mais em: Condenação de Rafael Braga gera revolta )

Vale destacar que, como Rafael Braga estava em prisão domiciliar, ele tinha uma tornozeleira com GPS e a qual poderia ser rastreada para saber qual versão dos fatos estava correta, além de poderem utilizar como meio de prova a câmera da viatura. No entanto, quando o advogado de Rafael Braga requisitou o uso de tais meios de prova, o Juiz negou o pedido, alegando que o advogado estava tentando “atrapalhar” o bom andamento do processo.

Rafael Braga foi condenado então a 11 anos de prisão em regime fechado.

Mídias Sociais da Campanha:

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EVENTOS da Campanha:

A campanha #30diasporRafaelBraga não deve se restringir a uma única agenda centralizada no eixo Rio-São Paulo. Sendo assim, convidamos todos aqueles que desejam amplificar os debates em torno das questões que envolvem o caso. Os interessados podem promover atividades e discussões em espaços centrais e, principalmente, periféricos sobre políticas de criminalização e  encarceramento da população negra, seletividade punitiva, racismo, entre outros temas que possam se tornar discursos incisivos contra essas injustiças sociais.

Agenda de eventos!

 

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